
Guia prático
Fator R do Simples Nacional: como calcular e quando muda o anexo
A fórmula do Fator R cabe em uma linha, mas manter o resultado atualizado mês a mês é o que separa o Anexo III do Anexo V. Este...
Para o departamento fiscal
O Pontovira lê o faturamento já escriturado, projeta doze meses à frente e aponta o mês em que cada empresa cruza o Fator R de 28%, o sublimite estadual ou o teto do Simples Nacional. O parecer sai com a marca do escritório, pronto para virar proposta de planejamento tributário.
A virada silenciosa
O que define o imposto do ano do cliente é um limite cruzado meses antes, sem barulho e sem aviso. Quando o efeito chega na guia, o dinheiro já saiu e a discussão vira ruído na relação.
O analista roda a planilha de pró-labore dos dez maiores clientes e o resto da carteira segue no escuro. A prestadora que caiu abaixo de 28% passa meses recolhendo pelo Anexo V sem que ninguém tenha comparado a alternativa.
Quando a receita bruta acumulada passa de R$ 3,6 milhões, o ICMS e o ISS saem do DAS e voltam para a apuração normal. Quem descobre pela notificação da Sefaz já perdeu prazo, crédito e a confiança do cliente.
A simulação vive em um arquivo de um analista só, com fórmula quebrada, tabela do ano passado e RBT12 digitado na mão. Se ele entra de férias ou sai do escritório, a carteira inteira fica sem projeção.
O sócio percebe que dava para reduzir a carga do cliente, mas nunca chega a mostrar a diferença em reais no papel. Sem o comparativo escrito, o estudo que o mercado cobra de R$ 2 mil a R$ 15 mil continua sem ser vendido.
Como funciona
Não há rotina nova para o time fiscal cumprir. O ponto de partida é o mesmo dado que já entra no fechamento de todo mês.
Entram CNPJ, CNAE, anexo atual, RBT12, folha e pró-labore, por planilha ou pela integração com o sistema fiscal. Quem já tem o faturamento escriturado coloca a carteira inteira de pé em uma tarde.
Cada empresa é apurada no Simples Nacional pelo anexo correto, no Lucro Presumido e no Lucro Real, mês a mês, com a folha real. O resultado sai em reais de imposto por mês, e não em percentual solto.
O sistema marca o mês projetado em que o Fator R cruza 28%, em que o RBT12 encosta no sublimite ou no teto e em que o MEI passa do limite anual. O aviso chega com a contagem de meses que ainda restam para reagir.
O relatório sai com o logo, o número de registro no CRC e as cores do escritório, com memória de cálculo e recomendação. É o documento que transforma a conversa em serviço cobrado à parte.
O que tem dentro
Cada recurso nasceu de uma tarefa que hoje consome o analista fiscal no fim do mês. Nada aqui pede que o escritório troque de sistema contábil.
Uma rodada apura todos os CNPJs cadastrados e devolve a lista ordenada pela diferença de imposto entre os regimes. Você vê em uma tela quais clientes merecem uma conversa esta semana.
Fator R cruzando 28%, RBT12 encostando no sublimite estadual, teto do Simples à vista e MEI perto do limite anual geram aviso por e-mail e no painel. Cada alerta traz o mês projetado e o que muda na guia a partir dele.
Simples Nacional por anexo, Lucro Presumido e Lucro Real aparecem lado a lado, com PIS, Cofins, IRPJ, CSLL, CPP, ICMS e ISS abertos. O total anual fecha em reais, no formato que o cliente entende sem tradução.
O simulador testa quanto de pró-labore leva a empresa de volta ao Anexo III e mostra o custo previdenciário dessa mudança. A conta considera o encargo da folha, e não apenas a alíquota do DAS.
O relatório sai em PDF com logo, cores, responsável técnico e memória de cálculo do escritório. É o entregável que sustenta a cobrança do planejamento tributário.
Filtros por anexo, CNAE, faixa de RBT12, estado e mês de virada separam quem precisa de ação imediata. O time fiscal trabalha por fila, e não por lembrança.
O que muda
A simulação deixa de ser um favor pontual para o cliente grande e passa a ser rotina da carteira toda. Isso muda a conversa comercial e o dia a dia do time.
A troca de contador quase sempre vem depois de um imposto que o cliente não esperava pagar. Avisar com meses de antecedência troca a reclamação por uma decisão tomada em conjunto.
Com o comparativo pronto, o estudo deixa de depender de uma janela livre na agenda do sócio. O escritório passa a ter uma oferta paga para apresentar durante o ano inteiro.
O tempo que ia para montar aba, fórmula e tabela de alíquota volta para a análise e para o atendimento. A conferência continua existindo, só não começa do zero toda vez.
Cada simulação guarda a data, os parâmetros usados e quem rodou. Se o cenário mudar depois, existe histórico para mostrar em que base a recomendação foi feita.
Por que confiar
Não há cliente para citar nem número de uso para exibir. O que dá para mostrar é a base normativa do cálculo, o cuidado com o dado do seu cliente e quem assina o projeto.
As regras de anexo, partilha, alíquota efetiva, parcela a deduzir, sublimite e Fator R vêm da Lei Complementar 123/2006 e da regulamentação do Comitê Gestor. Cada tela indica o dispositivo aplicado, para o analista conferir e discordar quando for o caso.
Lei Complementar 123/2006 e Resolução CGSN 140/2018A razão entre a folha de salários dos últimos doze meses e a receita bruta do mesmo período define se a atividade é tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V. É uma regra estável e verificável na lei, e o simulador apenas a aplica mês a mês em toda a carteira.
Lei Complementar 123/2006, art. 18O escritório é o controlador dos dados que sobe e a ferramenta atua como operadora, com contrato, registro de acesso e exclusão a pedido. Nada da carteira é usado para treinar modelo nem compartilhado com outro assinante.
Lei 13.709/2018 (LGPD)O projeto tem um editor único, com nome, e-mail de contato e correção publicada quando erra. O conteúdo técnico do blog cita a norma que sustenta cada afirmação, para você checar antes de aplicar na carteira.
Planos
A cobrança acompanha o tamanho da carteira monitorada, sem taxa por simulação e sem cobrar por usuário do time fiscal. Um único planejamento tributário vendido já cobre o ano inteiro de assinatura.
Para o escritório enxuto que quer começar pelos clientes de serviço.
R$197 por mês
Para o escritório que atende de serviço a comércio e quer vender planejamento.
R$297 por mês
Para escritório com departamento fiscal estruturado e mais de uma unidade.
R$597 por mês
Valores do acesso antecipado, garantidos por doze meses para quem entra nesta fase e sem reajuste durante o período.
Dúvidas frequentes
Não. A carteira entra por planilha no primeiro momento, com CNPJ, CNAE, anexo atual, receita mensal, folha e pró-labore. Depois da fase de acesso antecipado, a importação por arquivo do sistema fiscal cobre os formatos mais usados no mercado brasileiro. O Pontovira não escritura nem emite guia: ele simula e avisa.
Do que o próprio escritório já apurou, mês a mês, no fechamento. A projeção dos próximos doze meses parte desse histórico e pode ser ajustada por cliente quando você sabe de um contrato novo ou de uma sazonalidade conhecida. Toda simulação guarda os parâmetros usados, então dá para reabrir depois e entender a base da recomendação.
Não substitui, e nem deveria. A responsabilidade técnica continua sendo do profissional que assina, e a ferramenta existe para tirar o trabalho manual de montar planilha para cada CNPJ. Cada resultado mostra a memória de cálculo aberta, com base de cálculo, alíquota efetiva e parcela a deduzir, para o analista conferir linha a linha.
O sistema acompanha a receita bruta acumulada de cada CNPJ e projeta em que mês ela deve passar de R$ 3,6 milhões. A partir do estouro, o ICMS e o ISS deixam de ser recolhidos no DAS e passam a ser apurados pelas regras normais do estado e do município. O aviso chega antes disso, para o escritório preparar inscrição, obrigação acessória e a conversa com o cliente.
Sim, essa é a ideia. O PDF sai com o logo, as cores, o responsável técnico e o registro no CRC do escritório, sem marca da ferramenta no corpo do documento. O que você cobra pelo estudo é assunto entre você e o seu cliente.
A simulação da carteira, o comparativo entre regimes, os alertas de virada e o parecer em PDF já estão de pé. A integração automática com sistemas fiscais e os perfis de acesso por equipe seguem em construção e entram para quem já é assinante, sem custo adicional. Preferimos dizer o que ainda falta a prometer tela que não existe.
Conteúdo técnico
Textos com a norma citada e a conta aberta, para quem decide regime tributário no dia a dia.

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Comparativo
A resposta muda conforme atividade, folha, receita e estado, e quase nunca cabe em uma regra de bolso. O texto monta a comparação...

Erros a evitar
A receita bruta dos últimos doze meses define a faixa, a alíquota efetiva e a proximidade do sublimite. Errar a base dela...
Acesso antecipado
Suba a relação de clientes e veja quantos deles estão a poucos meses de uma virada de regime. Se não aparecer nenhuma oportunidade, você fica com a lista e não paga nada por isso.